Quanto Ganha um Diplomata – Salário e Profissão

Ela pode ter início com um curso de Direito ou de Relações Internacionais. Confira as características da carreira diplomática. Nesse artigo revelaremos quanto ganha um diplomata, confira.



Para seguir a carreira de diplomata, é necessário cursar um mestrado no Instituto Rio Branco (órgão subordinado ao Ministério das Relações Exteriores). Os diplomatas são os responsáveis por representar o país em qualquer debate envolvendo outras nações ou organismos internacionais.

O profissional busca solucionar conflitos que envolvam os interesses do país, negocia acordos comerciais, culturais e militares e conduz a política externa em diversos outros setores, tais como preservação do meio ambiente, proteção dos direitos humanos, expansão da tecnologia aplicada, etc.

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Curso de Diplomata

O mestrado oferecido pelo Instituto Rio Branco oferece apenas 30 vagas semestrais e é bastante concorrido. No último processo seletivo, finalizado em setembro de 2015, seis mil jovens foram inscritos, o que significa uma concorrência de 235 candidatos por vaga na modalidade de ampla concorrência.

Quanto ganha um diplomata?

O salário inicial da carreira diplomática é de R$ 15 mil mensais, fato que explica a concorrência acirrada. O curso é ministrado em Brasília. Podem participar do processo bacharéis e tecnólogos de qualquer área, mas a maioria dos futuros embaixadores tem formação em Direito ou Relações Internacionais.

Vale lembrar que as duas carreiras são totalmente distintas: enquanto o advogado representa os interesses de uma parte (uma pessoa, empresa ou nação), o bacharel em Relações Internacionais recebe formação mais generalista, para que possa desenvolver análises em diversas áreas (comercial, militar, cultural, etc.).

Nos dois primeiros anos da carreira, o diplomata brasileiro cursa a primeira fase do Programa de Formação e Aperfeiçoamento (PROFA). Nesta etapa, os mestrandos estagiam como terceiros secretários em um departamento do Ministério das Relações Exteriores.

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Como é o trabalho de diplomata?

Estima-se que, durante a carreira diplomática, metade do tempo seja consumido e a outra metade, no exterior. Os diplomatas podem atuar a área geográfica, acompanhando os acontecimentos em diversos países. Desta forma, ele se torna o elo, no Brasil, das missões, consulados e embaixadas.

Na área temática, estes profissionais se especializam em temas variados, atuando em grupos de estudos. Entre os departamentos desta área, podem ser citados os temas educacionais, energia nuclear, fomento ao turismo, ciência e tecnologia.

O diplomata pode seguir também pela área comercial, visando à promoção dos produtos brasileiros. Neste segmento, os diplomatas estabelecem contatos frequentes com empresários da agropecuária, comércio, indústria e serviços, procurando ampliar as oportunidades de negócios no exterior e também orientar a captação de investimentos.

O Departamento Consular é a área que atende os brasileiros fora do Brasil. A assistência é feita tanto aos indivíduos – viajantes ou radicados no exterior – quanto no apoio à emissão de documentos. O departamento também acompanha comunidades brasileiros em diversos países.

Na área administrativa, funciona a gestão dos diversos órgãos envolvidos nas relações exteriores. Além de setores como recursos humanos e contabilidade, que existem em todas as empresas, esta área concentra as licitações, os setores de arquitetura e engenharia, etc.

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Indo para o exterior

Depois dos dois primeiros anos da carreira de diplomata, é facultado o preenchimento de vagas fora do país, que são preenchidas de acordo com o aproveitamento na primeira fase do PROFA. No exterior, as cidades-sede dos órgãos diplomáticos são chamadas de “postos”.

Cada região é identificada pelas classes A, B, C e D, de acordo com a importância geopolítica e do nível de relacionamento entre as duas nações. Nos postos C, o tempo de serviço é contado em dobro; nos postos D, no triplo.

As embaixadas estão no nível mais elevado de uma representação estrangeira. Elas são as responsáveis por todos os contatos formais entre os representantes da nação em que estão sediadas, ou em organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Consulados e vice-consulados preocupam-se fundamentalmente com a proteção de empresas e indivíduos brasileiros nos países em que atuam. É de responsabilidade destes órgãos a emissão de passaportes e vistos, além de qualquer tipo de assistência necessária aos brasileiros no exterior.

As delegações e missões são formadas por um grupo de diplomatas brasileiros, para atuar em organismos internacionais. O país mantém delegações permanentes na ALADI (Associação Latino-Americana de Integração), MERCOSUL, UNESCO, ONU e Comunidade Europeia.

Os escritórios são representações brasileiras em países onde não há embaixadas nem consulados, mas são identificados interesses nascentes, que merecem ser fomentados. Atualmente, o país conta com escritórios em Taipé (capital de Taiwan) e em Ramallah, na Palestina.

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